Lisboa de A a Z
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Praças e Largos
Praças e largos são locais de circulação e convívio. As praças são espaços amplos com arquitetura regular e harmonizada e obras de escultura. Os largos são espaços orgânicos, no cruzamento de ruas e no acesso a edifícios relevantes. A Praça do Comércio (também conhecida como Terreiro do Paço), a Praça D. Pedro IV (designada desde épocas ancestrais como Rossio), a Praça Luís de Camões e a Praça do Império destacam-se pela sua escala e pelo seu enquadramento arquitetónico. O Largo do Chiado é um conjunto urbano diversificado e belo e um lugar de memórias vivas. O Largo do Carmo, com o seu chafariz, é um antigo adro conventual com uma vivência contemporânea.
Destaques
Praça do Comércio
A Praça do Comércio, grande praça lisboeta virada para o rio, é também conhecida como Terreiro do Paço. Foi construída depois do terramoto de 1755, no âmbito do plano concebido pelo engenheiro Manuel da Maia, aprovado pelo Marquês de Pombal. Da autoria dos arquitetos Eugénio dos Santos e Carlos Mardel, é uniforme e ostenta grandes arcadas no piso térreo. O arco que marca a entrada para a Rua Augusta, concluído na segunda metade do século XIX com grandes figuras alegóricas do escultor francês Anatole Calmels, pode ser visitado, oferecendo uma ampla vista sobre a cidade e o estuário do Tejo. No centro da Praça, ergue-se a estátua equestre do Rei D. José, obra do escultor Machado de Castro, inaugurada em 1775. Fazem parte deste cenário diversas esplanadas e cafés, entre os quais o Café Martinho da Arcada, que foi um dos locais de preferência do poeta Fernando Pessoa.
Praça do Rossio
A Praça de D. Pedro IV é um dos locais mais significativos da história e da vida de Lisboa. Começou por ser um espaço de lazer no período da romanização, quando aqui foi construído um circo. Foi praça pública, doada aos cidadãos de Lisboa pelo rei D. João I no século XIV. Acolheu o Hospital Real de Todos-os-Santos, mandado construir pelo rei D. Manuel I no século XVI. Tornou-se uma das principais praças urbanizadas no âmbito do Plano Reconstrução da Baixa depois do terramoto de 1755. No século XIX, o pavimento foi calcetado com padrão caraterístico da Calçada Portuguesa, foi construído o Teatro Nacional, instaladas as fontes e inaugurado monumento de homenagem ao rei D. Pedro IV. No século XX, instalaram-se lojas e cafés. Mantendo a tradição, continua a ser lugar de beleza e um espaço de encontro.