Lisboa de A a Z
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Baixa
A Baixa, conhecida como Baixa Pombalina, é o centro histórico e comercial de Lisboa, reconstruído após o terramoto de 1755 pelos arquitetos Manuel da Maia, Eugénio dos Santos e Carlos Mardel, sob orientação do Marquês de Pombal. Exemplo notável e pioneiro do urbanismo Iluminista, apresenta traçado ortogonal entre duas grandes praças (Rossio, ou Praça D. Pedro IV, e Praça do Comércio). Os edifícios, com fachadas regulares e uniformes de modelo clássico, têm soluções inovadoras de construção antissísmica, como a estrutura de madeira oscilante (gaiola pombalina) e as paredes corta-fogo.
A visitar na Baixa...
Arco Triunfal da Rua Augusta
O Arco da Rua Augusta é um dos monumentos mais icónicos de Lisboa, situado na entrada da Praça do Comércio, junto ao rio Tejo. Construído após o terramoto de 1755, simboliza a força e a renovação da cidade. A grandiosa arquitetura neoclássica e eclética é ornamentada com figuras históricas e alegorias, da autoria do escultor francês Anatole Calmels. Do topo, acessível ao público, desfruta-se de uma vista panorâmica sobre a Baixa, o rio e o Castelo de São Jorge. É ponto de passagem obrigatório para quem explora o coração histórico de Lisboa.
Coliseu dos Recreios
O Coliseu dos Recreios, nas Rua das Portas de Santo Antão, junto ao Rossio, na Baixa, foi inaugurado em 1890, com uma imponente fachada eclética, desenhada pelo arquiteto italiano Cesare Ianz e uma grande cúpula em ferro concebida pelo engenheiro Goulart e construída na Alemanha. Restaurado e equipado, com capacidade de cerca de 4.300 lugares, acolhe diversos tipos de espetáculos nacionais e internacionais.
Confeitaria Nacional
Aberta em 1829, é referência na doçaria tradicional dos pastéis de nata e do famoso "Bolo-Rei". Uma instituição lisboeta, com uma ambiência artística do século XIX.
Elevador de Santa Justa
Inaugurado em 1902, é o único elevador vertical da cidade. Liga a Baixa (Rua do Ouro) ao Largo do Carmo, superando um desnível de 45 metros. É um exemplar da Arquitetura do Ferro com decoração neogótica. Tem um miradouro com vista sobre a Baixa e a Colina do Castelo.
Elevador do Castelo (ou do Chão do Loureiro)
Inaugurado em 2013, faz a ligação entre a Baixa e a Colina do Castelo, combinando o sistema de elevador vertical com escadas rolantes.
Estação Ferroviária do Rossio
Estação do Rossio, inaugurada em 1890, é um dos edifícios mais emblemáticos de Lisboa, com projeto do arquiteto José Luís Monteiro. Tem fachada em estilo neomanuelino e uma ampla gare com estrutura em ferro. Foi, durante muitos anos, a estação ferroviária que ligava Portugal à Europa. Atualmente, liga Lisboa a Sintra.
Galerias Romanas da Rua da Prata
As Galerias Romanas da Rua da Prata encontram-se no subsolo de Lisboa e correspondem a um criptopórtico, construído pelos romanos, entre século I a.C. e o século I d. C., para sustentar a os pavimentos das ruas da Baixa. Têm a forma de galerias abobadadas e são visitáveis duas vezes por ano, em datas anunciadas, com reduzido número de visitantes e acompanhamento de arqueólogos do Museu de Lisboa.
Igreja da Conceição Velha
Construída no século XV, no local da antiga sinagoga, foi reconstruída depois do terramoto de 1755. Preserva um elegante portal manuelino. O interior tem decoração barroca com painéis de azulejos e estuques. É Monumento Nacional.
Igreja de São Domingos
Pertenceu a um antigo convento da Baixa de Lisboa e foi reconstruída depois do terramoto de 1755. A fachada do século XVIII combina elementos clássicos e barrocos e o exterior da capela-mor evoca o estilo gótico da antiga igreja. O interior, destruído por um incêndio em 1959, foi objeto de um restauro que combina memórias antigas com memórias recentes, deixando à vista as paredes queimadas que contam uma história de tragédia.
Martinho da Arcada
Fundado em 1782, é o café mais antigo ainda em funcionamento em Lisboa, no coração da Baixa Pombalina, na Praça do Comércio. Fernando Pessoa tinha aqui “a sua mesa”.
MUDE - Museu do Design
O MUDE tem uma das coleções mais relevantes da Europa, a nível de design de produto, design gráfico e moda. A sua missão é refletir sobre a cultura material contemporânea e o papel do design na vida quotidiana, conjugando passado, presente e futuro. Está instalado no coração da Baixa Pombalina, com exposição permanente e diversas exposições temporárias.
Museu do Dinheiro
O Museu do Dinheiro está instalado na antiga Igreja de São Julião e é dedicado à história, ao uso e ao significado e valor do dinheiro. Permite ao visitante experiências reais e virtuais relacionadas com a temática. Pertence ao Banco de Portugal.
Paços do Concelho
Paços do Concelho é a designação do edifício onde se encontra instalada a Câmara Municipal. Situa-se na Praça do Município (onde também se ergue o Pelourinho, símbolo do poder municipal), no coração da Baixa. Foi construído nos séculos XIX e XX, com uma fachada eclética, decorada com elementos escultóricos e rematada por frontão clássico. Concebido pelo arquiteto Domingos Parente da Silva, foi transformado e concluído pelo engenheiro Ressano Garcia e pelo arquiteto José Luís Monteiro. Na varanda que se abre na fachada, virada para a Praça do Município, foi proclamada a República em 1910. O interior apresenta conjuntos artísticos e obras de arte notáveis.
Praça do Comércio
A Praça do Comércio, grande praça lisboeta virada para o rio, é também conhecida como Terreiro do Paço. Foi construída depois do terramoto de 1755, no âmbito do plano concebido pelo engenheiro Manuel da Maia, aprovado pelo Marquês de Pombal. Da autoria dos arquitetos Eugénio dos Santos e Carlos Mardel, é uniforme e ostenta grandes arcadas no piso térreo. O arco que marca a entrada para a Rua Augusta, concluído na segunda metade do século XIX com grandes figuras alegóricas do escultor francês Anatole Calmels, pode ser visitado, oferecendo uma ampla vista sobre a cidade e o estuário do Tejo. No centro da Praça, ergue-se a estátua equestre do Rei D. José, obra do escultor Machado de Castro, inaugurada em 1775. Fazem parte deste cenário diversas esplanadas e cafés, entre os quais o Café Martinho da Arcada, que foi um dos locais de preferência do poeta Fernando Pessoa.
Praça do Rossio
A Praça de D. Pedro IV é um dos locais mais significativos da história e da vida de Lisboa. Começou por ser um espaço de lazer no período da romanização, quando aqui foi construído um circo. Foi praça pública, doada aos cidadãos de Lisboa pelo rei D. João I no século XIV. Acolheu o Hospital Real de Todos-os-Santos, mandado construir pelo rei D. Manuel I no século XVI. Tornou-se uma das principais praças urbanizadas no âmbito do Plano Reconstrução da Baixa depois do terramoto de 1755. No século XIX, o pavimento foi calcetado com padrão caraterístico da Calçada Portuguesa, foi construído o Teatro Nacional, instaladas as fontes e inaugurado monumento de homenagem ao rei D. Pedro IV. No século XX, instalaram-se lojas e cafés. Mantendo a tradição, continua a ser lugar de beleza e um espaço de encontro.
Teatro Nacional D. Maria II
O Teatro Nacional D. Maria II, na Praça D. Pedro IV (Rossio), resultado da ação impulsionadora do escritor Almeida Garrett, é um edifício neoclássico, concebido pelo arquiteto italiano Francisco Xavier Fabri e inaugurado em 1846 para apresentação das artes teatrais. É Monumento Nacional e tem programação regular.