Lisboa de A a Z
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Figuras históricas
Figuras históricas de Lisboa são muitas as que cruzam a história e a cultura local com a dimensão nacional. Figuras populares, cujas profissões já desapareceram e os nomes são muitas vezes desconhecidos, fazem parte da memória coletiva, porque foram essenciais na vida e na cultura urbana. Daquelas cuja identidade é reconhecida, algumas foram determinantes, reconhecendo que há sempre muitas outras de grande relevância.
Destaques
D. Afonso Henriques (c. 1106-1185)
Primeiro Rei de Portugal, conquistou Lisboa em 1147, mandou construir a Sé Catedral e deu à cidade os primeiros forais que definiram a governação e a organização económica e social: Foral aos Mouros Forros ou Livres (1170) e Foral da Cidade de Lisboa (1179).
D. Dinis (1261-1325)
Foi o primeiro rei a nascer em Lisboa. Mandou construir a muralha na frente ribeirinha e instalou os Estudos Gerais (primeira universidade).
Luís de Camões (c. 1524-1579)
Nasceu e morreu em Lisboa. Foi grande poeta lírico e dramático e autor do poema épico Os Lusíadas. É a figura evocada num dos principais monumentos da cidade.
Maria de Portugal (1521-1577)
A Infanta Dona Maria, filha do rei D. Manuel I, era uma lisboeta de nascimento e coração. Uma das mulheres mais cultas do seu tempo, promoveu a literatura e as artes. Mandou construir a monumental Igreja de Nossa Senhora da Luz em Carnide.
Marquês de Pombal (1699 – 1782)
Sebastião José de Carvalho e Melo foi o grande obreiro da reconstrução de Lisboa depois do terramoto de 1755, concretizando o projeto de uma Cidade do Iluminismo, com expressão única na Baixa, que correntemente designamos Baixa Pombalina. É evocado num grandioso monumento escultórico.
Manuel da Maia (1677-1768)
Engenheiro Mor do Reino, encarregado de coordenar o processo de reconstrução da cidade depois do terramoto de 1755.
Eugénio dos Santos (1711-1760)
Diretor da Casa do Risco das Obras Públicas e autor do Plano da Baixa implementado no século XVIII.
Rosa Araújo (1840-1893)
José Gregório da Rosa Araújo foi o Presidente da Câmara Municipal que promoveu a urbanização da Avenida da Liberdade e das Avenidas Novas.
Ressano Garcia (1846-1911)
Frederico Ressano Garcia, engenheiro e urbanista, foi responsável pelo Plano das Avenidas Novas.
Júlio de Castilho (1840-1919)
Jornalista, poeta e olisipógrafo, representa bem os seus contemporâneos e sucessores nesta área de investigação e divulgação de Lisboa.
Maria Severa Onofriana (1820-1846)
Fadista, nasceu no bairro da Madragoa e viveu na Mouraria. Uma das primeiras a contribuir para criar uma expressão artística, que se tornou indissociável da identidade de Lisboa e é hoje Património Imaterial da Humanidade.
Fernando Pessoa (1888-1935)
Nasceu, viveu e morreu em Lisboa. Figura maior da Literatura, o poeta está profundamente associado à projeção da imagem da cidade que evocou em tantas das suas obras.
Ventura Terra (1866-1019)
Arquiteto e vereador republicano na Câmara Municipal de Lisboa desde 1908, projetou o Edifício do Parlamento e é autor de vários edifícios relevantes distinguidos com o Prémio Valmor.
José Relvas (1858-1929)
Proclamou a República na varanda dos Paços do Concelho de Lisboa, no dia 5 de outubro de 1910, em representação do Diretório Republicano.
Carolina Beatriz Ângelo (1878-1911)
Médica, feminista e republicana, foi a primeira mulher a votar em Portugal.
Almada Negreiros (1893-1970)
Pintor e escritor, é autor de obras de referência no espaço público lisboeta, com destaque para os célebres murais das Gares Marítimas de Lisboa.
Amélia Rey Colaço (1898-1990)
Natural de Lisboa, foi encenadora e atriz. Uma figura relevante da cultura da cidade e do País.
Carlos Botelho (1899-1982)
Pintor que mais interpretou Lisboa, com obras nas coleções dos principais museus, nomeadamente o Museu de Lisboa.
Amália Rodrigues (1920-1999)
Cantora, nasceu em Lisboa e notabilizou-se como fadista, dando voz a alguns dos mais belos e expressivos poemas sobre Lisboa.
Irisalva Moita (1924-2009)
Historiadora, arqueóloga e dinâmica conservadora dos museus de Lisboa, marcou a vida da cidade, revelando o património cultural e lutando pela sua salvaguarda, conhecimento e valorização.
Capitães de Abril (1974)
Os militares que na noite e dia 25 de abril de 1974 foram decisivos para o fim da ditadura e a implementação da democracia.
Sophia de Mello Breyner Andresen (1919-2004)
Poeta de referência, é autora de poemas que exprimem a própria cidade de Lisboa nas suas múltiplas facetas identitárias.