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Conventos

Lisboa conserva um impressionante conjunto de conventos históricos, muitos dos quais marcaram profundamente a identidade religiosa, cultural e arquitetónica da cidade. Alguns mantêm ainda funções religiosas; outros foram adaptados a museus, hotéis, instituições culturais ou residências.

Claustro de um convento
© Centro Nacional de Cultura

Destaques

Claustro do Convento de São Pedro de Alcântara
Convento de São Pedro de Alcântara @ Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Convento de São Pedro de Alcântara

Fundado no século XVII, é hoje um rico espaço patrimonial musealizado. Tem ambiência barroca na arquitetura e na igreja, com destaque para a pintura e os painéis de azulejos. Aqui se encontra o túmulo de Manuel da Maia, o autor do plano de reconstrução de Lisboa depois do terramoto de 1755.

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Convento de Nossa Senhora da Graça, com acesso através da Capela, sobre a qual surge a torre sineira
Convento da Graça © Enric Vives-Rubio, Centro Nacional de Cultura

Convento da Graça

Fundado no século XII pela Ordem de Santo Agostinho, reformado no século XVI e restaurado depois do terramoto de 1755, é um conjunto artístico notável, com a grande igreja ricamente decorada e a monumental sala do capítulo revestida por painéis de azulejos do século XVIII.

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Claustro existente no interior do Convento das Bernardas
Convento das Bernardas © Enric Vives-Rubio, Centro Nacional de Cultura

Convento das Bernardas

Fundado no século XVII, no Bairro da Madragoa, acolhe atualmente o Museu da Marioneta.

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Pátio interior do Convento de Chelas com as paredes revestidas de azulejo - padrão em tons azul e amarelo
Convento de Chelas © Arquivo Geral do Exército

Convento de Chelas

Um dos mais antigos da cidade, com origens visigóticas. A igreja é Monumento Nacional. Parte do edifício alberga a Escola Superior de Tecnologias da Saúde.

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Interior da igreja do Convento da Madre de Deus, ornamentada com a talha dourada, pinturas e azulejos que constituem um dos melhores exemplos do Barroco em Portugal.
Convento da Madre de Deus © José Vicente, Câmara Municipal de Lisboa

Convento da Madre de Deus

Fundado pela rainha D. Leonor em 1509, alberga o magnífico Museu Nacional do Azulejo, instalado no antigo convento, incluindo a igreja barroca e o claustro. O exterior, onde se abre o portal, apresenta elementos decorativos neomanuelinos. 

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Claustro do Convento de Santos-o-Novo de planta quadrada com cerca de dois mil metros quadrados e uma e fonte ao centro
Convento de Santos-o-Novo © Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Convento de Santos-o-Novo

Grande complexo conventual virado para o Tejo, foi construído no século XVII, na zona oriental da cidade. Atualmente é edifício residencial e instituição social, mas a igreja, com exuberante decoração interior em azulejos e talha barroca, está aberta ao público.

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Escadaria exterior e fachada do Convento de São Bento
Convento de São Bento © Enric Vives-Rubio, Centro Nacional de Cultura

Convento de São Bento

Fundado no século XVI como Mosteiro de São Bento da Saúde. Após a extinção das ordens religiosas, foi convertido no Edifício do Parlamento (Assembleia da República). No final do século XIX e primeiras décadas do século XX, foi remodelado com base no projeto do arquiteto Ventura Terra. A fachada tem linguagem clássica e, no interior, decoração pictórica e escultórica da autoria dos mais relevantes artistas da época.

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Entrada do convento, com teto abobadado, uma parede azul e uma escultura branca proeminente.
Convento de São Francisco © Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa

Convento de São Francisco

Fundado no século XIII, foi um dos mais importantes mosteiros de Lisboa. Apesar dos danos causados pelo Terramoto de 1755, conserva vestígios que evocam a relevância histórica e espiritual da presença franciscana na Cidade. Nele se encontram instaladas a Academia Nacional de Belas Artes e a Faculdade de Belas Artes.

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Uma vista panorâmica de Lisboa mostrando as ruínas do Convento do Carmo rodeado por edifícios coloridos com telhados vermelhos.
Convento do Carmo © Enric Vives-Rubio, Centro Nacional de Cultura

Convento do Carmo

Fundado por D. Nuno Álvares Pereira no século XIV para a Ordem dos Carmelitas, preserva as ruínas da magnífica igreja gótica, atingida pelo Terramoto de 1755, onde se destaca o portal e a arcaria de ogivas. O espaço conventual acolhe o Museu Arqueológico do Carmo.

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Igreja com os altares em talha dourada e a nave envolta em painéis de azulejos de origem holandesa.
Convento dos Cardaes @ Junta de Freguesia da Misericórdia

Convento dos Cardaes

Fundado no século XVII para a Ordem das Carmelitas Descalças, é um dos raros edifícios barrocos a sobreviver ao terramoto de 1755. Acolhe uma comunidade religiosa e tem visitas guiadas. Tem um rico espólio de talha dourada e azulejos.

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Antiga cozinha refeitório, com paredes e abóbadas revestidos a azulejo de fundo branco com os motivos em azul de faiança, com motivos geométricos, flores e frutos.
Convento das Trinas © Enric Vives-Rubio, Centro Nacional de Cultura

Convento das Trinas

No bairro da Madragoa, este antigo convento de freiras, construído no século XVII, acolhe o Instituto Hidrográfico e é visitável.

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Convento de São Vicente de Fora entre casario de Alfama, visto a partir do Miradouro das Portas do Sol
Convento de São Vicente de Fora © Enric Vives-Rubio, Centro Nacional de Cultura

Convento de São Vicente de Fora

Um dos maiores conventos de Lisboa, foi fundado no século XII no exterior da muralha da cidade e reformulado no século XVII. Ao lado do claustro, a igreja maneirista, dos séculos XVI e XVII, tem fachada monumental, enquadrada por duas grandes torres. O conjunto, classificado como Monumento Nacional, apresenta painéis de azulejos dos séculos XVII e XVIII e inclui um museu de arte sacra. Aqui se encontra o Panteão Real da Dinastia de Bragança.

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Convento de São Domingos de Benfica

Fundado no século XIV, está ocupado por uma instituição militar e a igreja preserva um elegante portal maneirista do século XVII e interiores com painéis de azulejos figurativos do século XVIII, da autoria do pintor Oliveira Bernardes.

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