Lisboa de A a Z
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Monumentos
Lisboa tem um património rico em monumentos. Descobrir este Património é conhecer a memória viva de uma cidade bela e multissecular. No percurso urbano, destacam-se monumentos escultóricos relevantes.
Destaques
Estátua Equestre do Rei D. José
A Estátua Equestre do Rei D. José, na Praça do Comércio, concebida pelo escultor Machado de Castro e inaugurada em 1775, é composta por um grande pedestal de pedra ornamentado por figuras e composições alegóricas, no cimo do qual se ergue a imponente estátua em bronze, representando o rei montado no cavalo e virado para o rio. Foi a primeira estátua equestre em Portugal.
Monumento a Afonso de Albuquerque
O Monumento a Afonso de Albuquerque, na Praça e Jardim com o mesmo nome, evoca o militar e navegador dos séculos XV e XVI, que foi capitão das armadas, fundou uma feitoria em Ormuz no Golfo Pérsico, foi Governador da Índia Portuguesa e conquistou Malaca. O monumento, inaugurado em 1901, é uma obra da autoria do arquiteto Silva Pinto e do escultor Costa Mota (tio), composta por uma grande coluna em pedra, decorada com baixos-relevos e rematada pela estátua em bronze.
Monumento a Eça de Queiroz
O Monumento a Eça de Queiroz, no Chiado (Largo Barão de Quintela), intitulado A Verdade, é uma homenagem ao escritor que tão bem descreveu a cidade e caraterizou a sociedade lisboeta. Inaugurado em 1903, é uma obra do escultor Teixeira Lopes, executada em bronze. O original, executado em pedra, encontra-se no Museu de Lisboa.
Monumento a Luís de Camões
O Monumento a Luís de Camões, na Praça Luís de Camões, evoca a figura e a obra do poeta quinhentista Luís de Camões. Obra do escultor Vítor Bastos, foi inaugurada em 1867. É formada por um grande pedestal em pedra, rodeado por estatuária que representa figuras relevantes da cultura portuguesa do século XVI, no cimo do qual se ergue a figura do poeta, esculpida em bronze.
Monumento a Santo António
O Monumento a Santo António, na Praça de Alvalade, homenageia Fernando de Bulhões, que professou com o nome de António (séc. XII/XIII) e se tornou santo padroeiro de Lisboa. Inaugurado em 1972, é uma obra do escultor António Duarte, com um grande pedestal, onde se ergue a representação do santo, executada em bronze.
Monumento ao Duque de Saldanha
O Monumento ao Duque de Saldanha, na Praça com o mesmo nome, homenageia João Carlos de Saldanha Oliveira e Daun, Duque de Saldanha, militar, autor e estadista, que foi um dos heróis do Liberalismo no século XIX. O monumento, inaugurado 1909, é uma obra escultórica do arquiteto Ventura Terra e do escultor Tomás Costa. Formado por um grande pedestal em pedra, onde se ergue uma figura alegórica que representa a vitória, é rematado pela estátua do homenageado, em bronze.
Monumento ao Marquês de Pombal
O Monumento ao Marquês de Pombal, na Praça com o mesmo nome, homenageia o estadista que mandou reconstruir Lisboa depois do terramoto de 1755. Iniciado no final do século XIX e só concluído e inaugurado em 1934, é uma obra monumental, constituída por uma grande coluna rodeada por grupos de figuras alegóricas esculpidas em pedra, rematada pela estátua executada em bronze representando a figura do Marquês em pose e com a mão apoiada num leão (símbolo da força e do poder). Notável peça de escultura, concebida e concretizada pelos escultores Francisco Santos e Leopoldo de Almeida, com a colaboração dos arquitetos António do Couto e Adães Bermudes, é o maior monumento de Lisboa.
Monumento ao Metropolitano
O Monumento ao Metropolitano, na Alameda da Universidade, junto ao Campo Grande, é uma escultura contemporânea da autoria do escultor Charters de Almeida, de grandes dimensões e composta por formas geométricas.
Monumento ao rei D. Pedro IV
O Monumento ao rei D. Pedro IV ergue-se na Praça com o mesmo nome e é dedicado ao monarca que no século XIX apoiou a Revolução Liberal em Portugal e que também foi Imperador do Brasil. Obra concebida por artistas franceses (arquiteto Gabriel Davioud e escultor Elias Robert), foi inaugurada em 1870. É composto por uma grande coluna de pedra, sobre a qual se ergue a figura do poeta, executada em bronze.
Monumento aos Construtores de Cidade
O Monumento aos Construtores de Cidade, na Praça 25 de Abril, em Marvila, na frente ribeirinha do Tejo, é uma obra de arte contemporânea, da autoria do artista plástico José de Guimarães. Inaugurada em 1999, destaca-se pela sua grande escala e pela simbologia do cromatismo (vermelho, verde e branco).
Monumento aos Heróis da Guerra Peninsular
O Monumento aos Heróis da Guerra Peninsular, na rotunda de Entrecampos, junto ao Jardim do Campo Grande, homenageia os combatentes das invasões francesas - guerras napoleónicas (1807-1810) - e o povo que os apoiou. Inaugurado em 1933, é uma obra de grandes dimensões, da autoria do escultor José de Oliveira Ferreira, com grupos escultóricos em pedra e bronze.
Monumento aos Restauradores
O Monumento aos Restauradores, na Praça com o mesmo nome, comemora a Restauração da Independência de Portugal em 1640 e o fim da União Ibérica que decorreu entre 1580 e 1640. É um grande obelisco, concebido por António Tomás da Fonseca e ornamentado com esculturas alegóricas da autoria de José Simões de Almeida e Alberto Nunes.
Monumentos aos Mortos da Grande Guerra
O Monumentos aos Mortos da Grande Guerra, na Avenida da Liberdade, evoca os heróis portugueses que combateram na Primeira Guerra Mundial, nomeadamente na trágica batalha de La Lys. Inaugurado em 1931, é uma obra composta por várias figuras escultóricas, da autoria dos arquitetos Rebelo de Andrade e do escultor Maximiano Alves.
Padrão dos Descobrimentos
O Padrão dos Descobrimentos, implantado na margem do Tejo, na frente ribeirinha de Belém, foi um monumento instalado no contexto da Exposição do Mundo Português em 1940 e construído definitivamente em 1960, por ocasião das Comemorações que assinalaram os 500 anos da morte do Infante D. Henrique. Combinando arquitetura e escultura, é uma obra monumental, do arquiteto Cotinelli Telmo e do escultor Leopoldo de Almeida. Representa uma caravela estilizada, ladeada por grupos escultóricos em pedra, que representam o Infante à proa, seguido pelos seus navegadores.