Lisboa de A a Z

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Escritores

Lisboa é berço e inspiração para muitos escritores. A cidade está presente nas suas obras, nos monumentos que os evocam e em lugares de memória viva. 

Destaques

Alexandre O’Neill (1924–1986) 

Poeta do quotidiano lisboeta, ligado ao surrealismo. Viveu grande parte da sua vida entre o Bairro Alto e o Príncipe Real. Ruas, praças, cafés, tabacarias e bares são referência nos seus poemas. 

Alice Vieira (n. 1943)

Jornalista e escritora com um papel central na Literatura para jovens, é também profundamente conhecedora da vida da cidade, que bem descreve em Esta Lisboa

Almada Negreiros (1893-1970) 

Pintor relevante no panorama das vanguardas e da modernidade, interpretou Lisboa na sua pintura e também na obra escrita, com destaque para o romance Judite Nome de Guerra, publicado em 1925. 

Almeida Garrett (1799–1854) 

Nascido no Porto, foi em Lisboa que fundou o Teatro Nacional D. Maria II, lançou a imprensa literária e publicou alguns dos seus textos mais importantes. Foi também cronista da vida lisboeta oitocentista. 

Ana Maria Magalhães (n. 1946) e Isabel Alçada (n. 1950) 

Autoras de várias obras conjuntas destinadas a jovens, com destaque para Segredos de Lisboa e Uma Aventura em Lisboa

António Lobo Antunes (n. 1942)

Escritor lisboeta, com destaque no panorama literário nacional e internacional. Traduzido em várias edições estrangeiras, é autor de romances densos e urbanos, onde a cidade aparece como referência e cenário de relatos e de crónicas publicadas no jornal Público e reunidas no livro intitulado As Crónicas

António Mega Ferreira (1949–2022) 

Natural de Lisboa, o jornalista, escritor e destacado gestor cultural, era um profundo conhecedor da cidade, sobre a qual muito escreveu, com destaque para Lisboa e Tejo e tudo. 

António Tabucchi (1943–2012) 

Escritor italiano que viveu em Portugal, refere-se a Lisboa em algumas obras, com destaque para Afirma Pereira (Sostiene Pereira) cujo cenário é Portugal e a sua capital no final dos anos 30 do século XX, durante a ditadura salazarista. 

Baptista-Bastos (1934–2017)

Jornalista, escritor e crítico literário descreveu a cidade em obras de referência como A Colina de Cristal (romance), Cidade Diária (crónicas), Lisboa Contada pelos dedos (crónicas). 

Cecília Meireles (1901–1964) 

Escritora e pintora brasileira associada ao modernismo artístico e literário, evoca Lisboa nas Crónicas de Viagem e publica na Revista Atlântico (1948) o texto Evocação Lírica de Lisboa com ilustrações da pintora Maria Helena Vieira da Silva.

Cesário Verde (1855–1886) 

Poeta moderno que descreveu o ambiente urbano de Lisboa no século XIX: o bulício das ruas, o calor, os vendedores ambulantes. O Sentimento dum Ocidental é uma ode melancólica à cidade ao cair da noite. Viveu e trabalhou em Lisboa como comerciante. 

David Mourão-Ferreira (1927–1996)

Poeta, cronista e romancista, profundamente ligado a Lisboa. Escreveu sobre os bairros antigos, os amores lisboetas, os cafés e a vida quotidiana. Gaivotas em Terra é uma obra de referência. É também autor de poemas que se tornaram canções célebres, como Maria Lisboa (música de Alain Oulman). Tem uma biblioteca municipal com o seu nome. 

Eça de Queirós (1845–1900)

Grande cronista da burguesia lisboeta do século XIX, em obras de referência, como Os MaiasA Relíquia e a Capital. Descreveu os salões, os cafés, os jornais, o teatro e os escândalos da capital. 
Locais associados: Chiado, Rossio, Passeio Público (Avenida da Liberdade), Colina de Sant’Ana, Bairro das Janelas Verdes.

Fernando Pessoa (1888–1935) 

Em Lisboa nasceu e viveu a maior parte da vida. A cidade é pano de fundo para grande parte da sua poesia. No poema, intitulado Ó sino da minha aldeia, evoca o bairro onde nasceu. Do heterónimo Bernardo Soares, destaca-se o poema Lisbon revisited, escrito em 1923. Mas é O Livro do Desassossego, que escreve sobre o heterónimo Bernardo Soares e só publicado em 1982, que nos revela o sentimento e a vivência da sua cidade. 
Locais marcantes de uma rota pessoana: Largo de São Carlos (onde nasceu), Basílica dos Mártires (onde foi batizado), Largo do Carmo (onde viveu), A Brasileira do Chiado (onde conviveu com os escritores e pintores modernistas), Café Martinho da Arcada (local que frequentava), A Licorista (onde tomava uma das suas bebidas preferidas), ruas do Chiado e da Baixa (que muito percorreu e que serviram de inspiração para contextualizar algumas obras), Casa Fernando Pessoa em Campo de Ourique (onde viveu nos últimos anos de vida), Bairro Alto (onde faleceu), Cemitério dos Prazeres (onde esteve sepultado), Claustro do Mosteiro dos Jerónimos (onde está sepultado e tem monumento funerário).

Harrie Lemmens (n. 1953) 

Tradutor de obras de referência de autores portugueses, é autor de uma obra que revela um novo olhar contemporâneo sobre a cidade:  Luz de Lisboa. A cidade aos olhos de um holandês.  

John le Carré (1931–2020)

Autor britânico, com vasta obra no âmbito do romance de espionagem, escolheu Lisboa dos anos 40 do século XX, como local onde se desenrola o trama da novela Casa da Rússia, que veio a dar origem ao filme com o mesmo nome, com várias cenas filmadas em Portugal (realizador Fred Schepisi).

José Cardoso Pires (1925–1998) 

Autor de uma vasta obra literária onde a cidade é muitas vezes referenciada, publicou também um conjunto de crónicas intituladas Lisboa Livro de Bordo, onde revela aspetos essenciais da vida e da identidade de Lisboa. 

José Rodrigues Miguéis (1901–1980)

Nascido no popular bairro de Alfama, viveu e faleceu em Nova Iorque. O escritor refere-se a Lisboa em diversas obras, nomeadamente no conto intitulado Saudades para Dona Genciana (publicado em Léha e outras Histórias) que deu origem a um filme com o mesmo nome, do realizador Eduardo Geada.

José Saramago (1922–2010)

Prémio Nobel da Literatura, com Lisboa no seu imaginário e na sua vida. Aqui viveu, a partir dos 2 anos. Foi jornalista, editor e escritor. Em História do Cerco de Lisboa e O Ano da Morte de Ricardo Reis, Lisboa surge transformada pela ficção. 
A Fundação José Saramago tem sede na Casa dos Bicos. 

Luís de Sttau Monteiro (1926–1993)

Jornalista, dramaturgo e autor de romances, onde evoca Lisboa e a vida social e política, com destaque para o romance Angústia para o Jantar

Mário Zambujal (n. 1936)

Trabalhou em jornais, rádio e televisão e é um profundo conhecedor da cidade, como revelam obras de referência, em especial Crónica dos Bons Malandros (obra de ficção que deu origem ao filme com o mesmo título) e Histórias do Fim da Rua

Richard Zimler (n. 1956) 

Escritor americano a viver em Portugal e também com nacionalidade portuguesa, descreve a Lisboa do século XVI no contexto da problemática ligada à inquisição e à expulsão dos judeus, na obra intitulada O Último Cabalista de Lisboa.

Sophia de Mello Breyner Andresen (1919–2004) 

Embora nascida no Porto, foi em Lisboa que viveu grande parte da sua vida. Uma das mais importantes poetisas do século XX, autora de obras de referência no panorama da literatura nacional e internacional, escreveu alguns dos mais belos poemas dedicados a Lisboa. Tem um Miradouro com o seu nome, onde se desfruta uma vista panorâmica da cidade.

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